Quando Cuphead apareceu pela primeira vez, na conferência do Xbox lá na E3 2015, me despertou muito interesse. Confesso que não tinha o hábito de assistir desenhos com artes dos anos 20, mas Cuphead me marcou com uma simpatia imensa, sem dúvida, por causa da sua arte.

A tão aguardada data de lançamento foi divulgada na E3 de 2017

Cuphead se trata de um jogo de plataforma com algumas fases ao estilo “run and gun” e muitos, mas muitos desafios e chefões. Sem dúvida um excelente jogo de estréia do estúdio canadense Studio MDHR, liderado pelos irmãos Chad e Jared Moldenhauer.

Eu costumo dizer que eu virei outra pessoa após zerar Cuphead, mesmo que no meu histórico de jogos difíceis podemos encontrar: Contra, Devil May Cry 3 e Battletoads.

Cuphead me trouxe aquela sensação de frustração de volta, algo que eu não sentia há um bom tempo (será que é porque os jogos atuais estão mais difíceis? Mas esse assunto é para outro artigo) e a sensação de eu não ter o controle dos meus dedos e das minhas ações.

Simpático, né? Imagine a batalha…

Com relação a história, posso dizer que me impressionou bastante. O jeito de contar um enredo macabro em um jogo com uma estética “fofinha”, me surpreendeu. Porém, lá nos anos 20, na qual o jogo tem uma inspiração, essa prática era super normal.

Tanto os protagonistas Cuphead e Mugman quanto seus inimigos e NPCs são super carismáticos (os NPCs são muito fofinhos). Em relação as batalhas, uma das minhas favoritas (não quer dizer que não é difícil) foram com os seguintes chefões: Cala Maria, King Dice e Cagney Carnation.

A batalha contra a chefe Cala Maria, em Cuphead

A jogabilidade é um dos pontos altos de Cuphead, inspirado em jogos de plataforma dos anos 90, na era de 8 e 16 bit. Muitas referências são encontradas que vão de jogos desde Mega Man a Street Figther III. O mapa me lembrou muito jogos do Mario, como Super Mario World, principalmente a primeira ilha.

Com relação aos comandos, eu joguei no Nintendo Switch e, com os joycons, os comandos fluíram super bem e são bem simples.

Outra característica aclamada no jogo é a trilha sonora. Cada fase, cada ilha tem uma música perfeita em jazz. Cuphead é um daqueles jogos que você tem que ter toda a trilha sonora no celular e ouvir com frequência. Menções honrosas para “Introduction” e Funfair Fever (essa música claramente sendo inspirada em Super Mario World).

Nunca faça acordo com ele!

Cuphead, sem dúvida, é um jogo indispensável se você tem um Xbox One, Nintendo Switch ou PC. O tempo de gameplay é razoável e vai depender das suas habilidades (façam o tutorial!).

Depois de tantos jogos com gráficos ultra realistas, ter um jogo com um estilo de arte simples e com tanto conteúdo (e dos melhores) me fez sentir prazer (mesmo sendo muito difícil) em cada hora de gameplay.

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