O engenheiro alemão Ralph Baer é um sujeito modesto. Criador do primeiro videogame da história, o Odyssey 100, ele insiste em dizer que não passa de “um engenheiro que deu sorte com sua invenção”. Mas, para quem é aficionado em jogos eletrônicos — uma “brincadeira” que movimenta, só nos EUA, mais de US$ 10 bilhões por ano —, Baer é mais do que um inventor sortudo. Aos 87 anos, é uma lenda viva. Sem ele, alguns dos maiores games de todos os tempos talvez nunca tivessem existido. “Sempre imaginei que um aparelho de TV poderia fazer algo mais do que exibir programas e comerciais. Mas, na época, nem desconfiava o que estava prestes a inventar”, afirma Baer.

[speech_bubble type=”std” subtype=”a” icon=”1.jpg” name=”WarpZone” ] O senhor ainda joga videogame? Qual é o seu jogo favorito?
[/speech_bubble] [speech_bubble type=”std” subtype=”b” icon=”2.jpg” name=”Baer” ] Sempre foi e continua sendo pingue-pongue, dá para acreditar? [risos] Apesar do fato de ser feito com gráficos muito primitivos, é um jogo bastante interessante. Mas já joguei muito Pac-Man e Space Invaders também. Dos atuais, prefiro o Wii. Na minha opinião, os jogos de Wii retomaram a ideia original da diversão em família. São jogos que exigem, por parte do jogador, interação física. Mas, confesso, só jogo mesmo quando meus netos vêm me visitar.
[/speech_bubble] [speech_bubble type=”std” subtype=”a” icon=”1.jpg” name=”WarpZone” ] E o senhor está envolvido em algum novo game?
[/speech_bubble] [speech_bubble type=”std” subtype=”b” icon=”2.jpg” name=”Baer” ] Ah, sim! O tempo todo. Mas, infelizmente, sobre isso, não posso falar muita coisa…
[/speech_bubble] [speech_bubble type=”std” subtype=”a” icon=”1.jpg” name=”WarpZone” ] Como avalia sua importância na indústria dos videogames?
[/speech_bubble] [speech_bubble type=”std” subtype=”b” icon=”2.jpg” name=”Baer” ] Sempre pensei que um aparelho de TV poderia fazer algo mais do que simplesmente exibir programas e comerciais. Tive a ideia de fazer algo interativo em 1951, mas o projeto só avançou mesmo em 1966. O conceito de jogos eletrônicos usando um aparelho de TV era um mundo em constante mudança. Um verdadeiro paradigma. Na época, eu não desconfiava, nem remotamente, o que estava prestes a inventar.
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