Olá, meu nome é Fábio Laudonio e, assim como vocês, sou um mega entusiasta da “oitava arte”, os games. E antes de tudo, gostaria de agradecer a equipe da WarpZone pelo espaço cedido. Como meu primeiro texto no site, resolvi falar sobre um jogo que se tornou um dos meus favoritos, e que acabei descobrindo por acaso. Estou falando aqui da série de RPGs Disgaea, desenvolvida e publicada pela japonesa Nippon Ichi Software.


 

Os mais jovens podem até não lembrar, mas em meados dos anos 80 e 90 descobrir jogos “meio que sem querer” era algo bem mais comum do que hoje em dia. Muitas vezes, alguns games chegavam nas locadoras até mesmo antes do que algumas revistas de games conseguiam reportar. Em um mundo sem internet, era muito mais fácil e frequente julgar um cartucho apenas pela capa e encontrar verdadeiros tesouros nesse processo.

Em Disgaea 1, jogo mais famoso da franquia, acompanhamos as aventuras do príncipe Laharl junto com sua vassala Etna e a anja estagiára Flonne

Voltando a tempos mais atuais, mais especificamente 2011, resolvi, depois de assistir a diversas propagandas, que deveria adquirir um PlayStation Vita. Me encantei pelos ótimos comerciais da Sony que demonstravam, de todas as formas possíveis, as vantagens do portátil. Outro fator que me levou a adquirir o aparelho foi o fato de jamais ter tido um videogame portátil e, depois de muita reflexão, achei interessante a possibilidade de aumentar um pouco a minha jogatina fora de casa.

Decisão tomada, era hora de comprar o aparelho. Acabei esperando a chegada do Natal para me presentear com um. Junto com o Vita acabei adquirindo um cartão de memória de 32 GB. Como eu já tinha uma assinatura na PSN Plus, pelo PlayStation 3, acabei por utilizá-la também no portátil.

Por ter apenas um jogo em fita (Rayman Origins) senti a necessidade de obter mais games e, por isso, comecei a explorar os jogos gratuitos distribuídos pela Sony para os assinantes de sua rede. Logo no primeiro mês, um dos games disponíveis era Disgaea 3: Absence of Justice. Gostei do estilo da capa, meio cartunesco, e resolvi baixar o game. Descobriria, logo depois, ter tomado uma excelente decisão.

Disgaea 3: Abscence of Justice: o jogo tem Mao como um dos protagonistas mais excêntricos e divertidos

A história gira em torno de Mao, que tem como objetivo principal derrotar o líder do submundo, por coincidência, seu pai. Ao pesquisar gibis e mangás, o protagonista descobre que o melhor remédio para derrotar um vilão é confrontá-lo com um herói. O jogo em questão é um RPG tático, com características únicas.

É possível arremessar, tanto adversários quanto aliados, para economizar comandos de movimento. Outro detalhe interessante é que cada personagem tem uma profissão, que lhe confere habilidades únicas. O jogo, inclusive, possibilita que cada membro de sua equipe tenha mais de um trabalho, aumentando assim o seu arsenal de habilidades.

Os Prinnies estão presentes em todos os jogos da franquia com suas falas icônicas como “hey dood!”

A série, atualmente em sua quinta edição, sempre conta com personagens secundários com um senso de humor absurdo. Exageros, inclusive, são a marca registrada da franquia. É possível chegar, com cada personagem, ao fantástico nível 9999 e, acreditem, em algumas batalhas pós jogo, tal pontuação será extremamente necessário.

Os últimos jogos também permitem controlar personagens oriundos dos games mais antigos da franquia, por meio de DLCs, possibilitando ao jogador estar sempre no controle de seu time favorito.

Disgaea 5: Alliance of Vengeance, jogo mais recente da franquia, agraciado pela crítica, mas nem tanto pelos fãs

Em um jogo onde é possível subir até o level das armas, a série Disgaea é um prato cheio para quem gosta de jogos que proporcionam horas e mais horas de conteúdo.

Para a minha próxima coluna trarei informações sobre um excelente jogo de navinha que, infelizmente, ficou pouco conhecido por ter saído no final da vida do Dreamcast. Até lá!

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