Nosso outro colunista aqui da casa, Ailton Bueno, me alertou sobre o fato de que, no dia 25 de agosto, The King of Fighters 94, ou KOF para os mais íntimos, o primeiro jogo de uma extensa franquia, completará 25 anos de existência. Acredito que todos os fãs de jogos de luta, e até alguns daqueles que não gostam do gênero, devam ter alguma lembrança interessante sobre um jogo da franquia.

Creio que, de todas as colunas que redigi até hoje para o site, essa deva ter sido a mais fácil. The King of Fighters é um dos meus jogos preferidos. A combinação história envolvente + personagens carismáticos + jogabilidade precisa transformou a franquia em um patrimônio dos jogos de luta. Além disso, deu a KOF um lugar de destaque em diversos fliperamas espalhados pelo mundo.

Da esquerda para a direita, os protagonistas das sagas KOF: Ash Crimson, Kyo Kusanagi, Iori Yagami e K’

Minhas memórias com relação a The King of Fighters começaram em edições avançadas, mais precisamente na The King of Fighters 97. Era 1999 e eu, com 13 anos, cursava a sexta série. Um amigo me emprestou a versão Playstation de The King of Fighters 97. Lembro que a capa trazia Orochi no meio, abaixado, com dois rostos enormes ao fundo: Kyo, do lado direito, e Iori do esquerdo.

Capa icônica da versão de The King of Fighters 97 para Playstation

Sempre fui muito perfeccionista nos meus jogos. Quando criança, gostava de descobrir tudo, ler todos os diálogos, etc… Ao descobrir que cada trio tinha um final eu me esforcei para zerar o jogo com todas as combinações possíveis, inclusive com os times secretos. Foram horas e horas de diversão.

Foi aí, com a versão 97, que começou o meu namoro com a série. Adquiri praticamente TODOS os jogos (exceto a XII) e tenho, como KOF favorito, o 2001, que muitos fãs não apreciam. Tenho um carinho a mais por esse jogo pois costumava jogá-lo no fliperama Lords, no bairro do Tatuapé (ele ainda existe e está em pleno funcionamento), São Paulo. Acredito que a época, no auge do meu ensino médio, fez com que meu cérebro associeasse o jogo a uma das etapas mais felizes da minha vida, mesmo com todos os defeitos que o game possa ter (e não são poucos).

The King of Fighters 2001 é um dos jogos mais controversos da franquia

Uma vez, nesse mesmo fliperama, fui desafiado por um cara bem mais velho. Na época eu estava com 16 anos e meu adversário devia ter, aproximadamente, uns 25. Nunca fui um jogador excelente de fliperama, daqueles que, estrategicamente, conseguem soltar combos para não permitir que o adversário se mova. Digo isso pois achei estranho que eu tenha conseguido vencer o meu adversário sem muito esforço. No final da partida, o cara saiu da máquina extremamente nervoso, xingando a torto e a direita. Infelizmente, para meu desgosto, descobri que o motivo dos impropérios disparados pelo meu adversário era pelo fato de que seu manche estava com defeito. Isso estava impedindo que ele recuasse ao tentar apertar o comando para a direita (por isso então que ele não soltou tantas magias com a Leona, rs).

Galeria de Chefes da série The King of Fighters. Todos extremamente fortes

Fica aqui a minha curta, porém singela homenagem, a franquia The King of Fighters como um todo. Sobre o jogo que originou tudo isso (The King of Fighters 94) fui conhecê-lo muitos anos depois, na Orochi Collection para Playstation 2. Para aqueles que desejam conhecer mais sobre a franquia eu recomendo a leitura do livro Essencial: The King of Fighters, produzido pela WarpZone. Lá você encontrará informações sobre os principais trios, personagens, golpes, finais, etc… Vida longa a KOF!

 

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