Se você é um gamer com mais de trinta anos provavelmente vai amar Project Warlock. Agora, se você passou dos 40 ele te fará viajar no tempo. Não que ele seja apenas para esse público mais veterano, ele também mira em qualquer jogador amante de pixel art e em fãs de RPG. Mesmo sendo o tipo de jogo atemporal, a verdade é que existe um carinho tão grande por trás da construção desse game que dá a sensação de ser dedicado a quem desbravou games nos primeiros PCs lá pelos anos 80 e 90.

Inspirado em obras de arte como Doom, Wolfenstein 3d, Hexen e Blood, o game não tenta recriar esses jogos nem se esgota nas fórmulas conhecidas por quem jogou esses grandes FPS, ao contrário, o jogo tem mecânicas originais. A evolução de personagem lhe permite  trabalhar qualquer aspecto, de armas brancas às de fogo, e até magias, ou ainda equilibrar todas essas características em um personagem polivalente, o que dá ao game identidade própria, deixando claro que a homenagem a grandes títulos do passado não sobrepõe a originalidade entregue pela equipe da Buckshot.

Cena de uma das salas do jogo sem filtros de cores.

As escolhas que você faz para armas e personagens são de grande influência no jogo, provando que os desenvolvedores queriam, através destas, variações reais na jogabilidade, não meramente estéticas, mas sim de estilo. Os upgrades nas especialidades fazem efeito tão marcante na forma como você luta e avança no game que vale a pena jogar mais algumas rodadas para batalhar com um personagem com forte nível de magia, ou mais soldado, leve e cheio de armas, ou ainda resolver tudo a machadadas com um brutamontes.

Menu de melhorias do personagem.

O game leva você através de 60 níveis dispostos em 5 mundos, colocando à disposição 38 armas, 8 feitiços e 12 regalias que vão lhe ajudar a encarar a grande variedade de 72 inimigos, incluindo chefões desafiadores. Essa grande variedade de cenas, inimigos e armas dá boa sobrevida ao game e torna a sugestão de replay ainda mais válida.

Falando um pouco da parte gráfica, o game é feito em Unity, e exibe uma enorme gama de possibilidades para os fãs de retrogames, com uma simples mudança no menu você ajusta a força do efeito e a paleta de cores. Estão disponíveis C64 padrão ou estendida, AMSTRAD-CPC, CGA16, EDESGA-16, ENDESGA-36, PICO-8, ZX-Spectrum, Matriax8C. E detalhe: vocês podem mandar o jogo ser renderizado até como se fosse do primeiro GameBoy da Nintendo.

Algumas paletas de cores disponíveis no game.

Não é suficiente? Ok, se você forçar o gráfico a usar pixels maiores, é possível ainda emular o monitor CRT controlando a curvatura da tela, ruídos, defeitos, scanlines. Está tudo lá para você rodá-lo como se fosse no equipamento antigo, naquele 486 DX266 que você teve acesso na infância ou adolescência, ou até testar como era na época se não teve oportunidade. Sem dúvida, Warlock conta com um dos menus de opções gráficas retrô mais completo que se viu em um game.

Trailer do jogo:

Project Warlok está disponível exclusivamente no GoG, por apenas R$25,00. Um valor bastante módico pelo que o game oferece, e o jogo ainda oferece suporte a português.

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