Imagem: fotomontagem

A febre dos RPGs com manuais, fichas de personagens e muitos dados explodiu nos anos 90 no Brasil, com a chegada de vários sistemas, e encantou uma juventude em busca de ação e aventuras no campo da imaginação.

Um grupo de jovens foi além e criou Labirinto, Prisioneiros da Imaginação, um programa de rádio com sessões de RPG narradas ao vivo e gravadas, com transmissão por ondas sonoras. Um sucesso!

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Como explicam os idealizadores, a proposta surgiu a partir da necessidade de produção de um trabalho de faculdade para a disciplina de Radiojornalismo. “A rádio-novela era perfeita para mostrar o que era o tal RPG. Nas sessões dos jogos, já usávamos trilhas sonoras para fazer um clima de mistério.

Também já representávamos alguns trechos, nos chamados ‘live-actions‘ (que significa ‘ação ao vivo’). A sigla RPG, afinal de contas, significa ‘jogo de representação‘. O Malone acabou gravando e montando uma pequena história”, esclarece o texto na página dedicada à história do projeto.

De acordo com a informação disponibilizada, o resultado surpreendeu a professora do curso, que sugeriu aos jovens levarem a gravação para uma rádio comercial. “Era muito animador empreender algo no mundo real com a mesma turma que se juntava para matar monstros imaginários! No final de 1993, gravamos um K7 de demonstração. Uma nova campanha começava…”, relata o site.

Como detalham, a Rádio se interessou pelo projeto, considerando o programa bastante original para a época, por oferecer radionovelas para um público jovem e por apresentar escolhas para a narrativa. “Os ouvintes ligavam para a rádio para decidir os rumos da aventura.”

Labirinto, Prisioneiros da Imaginação estreou em junho de 1994 e seguiu regularmente na emissora até janeiro de 1996, com cerca de setenta episódios, veiculados na Rádio USP, da capital paulista, aos sábados e domingos, das 12:00 às 13:00 horas. “Nós, os produtores, tínhamos por volta de 19 anos”, confidencia a narrativa dos criadores da iniciativa.

Todos os programas disponibilizados na emissora de rádio – e outros, criados exclusivamente para a internet, após o encerramento do programa – estão disponíveis para ouvir online no site oficial que mantém essa rica memória. O material está acessível em Prisioneiros.com.br.