
Teve uma época em que a gente precisava defender os games na mesa de jantar, convencer nossos pais de que aquelas horas diante da TV não eram tempo perdido e não, não estava atrapalhando na escola.
Quem viveu os anos 80 e 90 no Brasil sabe que os videogames foram muito mais do que diversão, eles foram uma porta de entrada para a tecnologia, para aprender a falar inglês, para o raciocínio lógico e, sim, para a arte.
A exposição Game+ Arte, cultura e comunidade parte dessa premissa e a leva adiante, ocupando três andares do Itaú Cultural (pisos térreo, -1 e -2) com obras que exploram a relação entre jogos digitais, criação artística e identidade cultural, incluindo produções independentes brasileiras que carregam a mesma inventividade daqueles engenheiros que, décadas atrás, adaptavam hardware estrangeiro para o mercado nacional.
Com curadoria do próprio Itaú Cultural e consultoria de Sérgio Nesteriuk, que é pesquisador referência na área de games no Brasil, a mostra percorre desde os aspectos visuais e sonoros dos jogos até discussões sobre comunidade, representatividade e o impacto cultural do meio.

É o tipo de exposição que faz o visitante mais veterano sentir um aperto no peito ao reconhecer referências, e o mais jovem entender de onde vem a cultura gamer que ele vive hoje. A visitação é gratuita e fica em cartaz até o dia 8 de março.
A exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 11h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h. O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, próximo à estação Brigadeiro do Metrô.
Informações: (11) 2168-1777, WhatsApp (11) 9 6383-1663, e-mail atendimento@itaucultural.org.br. Acesse www.itaucultural.org.br para mais detalhes.
Atualização: Acompanhe a exposição nesse vídeo publicado pelo canal “Na Mesma Vibe”, recomendamos.







