Depois de acompanharmos os primeiros passos da engenharia reversa do clássico no começo do ano, o projeto de descompilação de Silent Hill (PS1) alcançou um marco histórico. O desenvolvedor SlickAmogus atualizou o port nativo de PC, tornando o clássico de terror psicológico totalmente jogável do início ao fim, incluindo todas as CGs (FMVs) e a tela de créditos.

Por se tratar de um source port nativo (e não de emulação), o jogo roda de forma extremamente suave no Windows 10 e Windows 11. O projeto traz um launcher próprio com atualizador automático e permite configurações modernas, como suporte a telas 16:9 ou ultra-wide, maior taxa de frames por segundo, além da opção de ativar ou desativar a correção de perspectiva dos polígonos (eliminando o clássico “tremor” dos gráficos de 32 bits).

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Como jogar e bugs conhecidos

Apesar de a campanha estar totalmente funcional, o projeto segue em desenvolvimento ativo. Alguns detalhes visuais ainda estão sendo polidos nas próximas atualizações:

Sangue colorido: Em mapas específicos, o sangue dos inimigos pode aparecer em tons de azul ou verde devido a um ajuste fino pendente nos valores RGB.

Gaps na geometria: Pequenos espaçamentos visuais nos modelos 3D podem surgir ao ativar a correção de perspectiva.

Como jogar: Por questões legais de direitos autorais, o projeto é distribuído gratuitamente sem nenhum arquivo da Konami. Para rodar o game, o usuário precisa fornecer o arquivo de imagem extraído de sua própria mídia original do PlayStation, renomeado exatamente como Silent Hill (USA).bin, e colocá-lo dentro da pasta gamedata no diretório do port.

O projeto completo, o código-fonte e os arquivos necessários podem ser encontrados na página oficial do repositório no GitHub.

E você, vai encarar a névoa de Silent Hill direto no seu computador?