O tempo passa e a conexão entre as pessoas fica mais fácil. Se na nossa infância só tínhamos contato com outras pessoas que jogavam Atari em nossa vizinhança através das trocas de cartuchos, atualmente podemos nos conectar com pessoas que ainda jogam até mesmo em outros países.

Mas já imaginou poder estar conectado à vários fãs de Atari no mundo todo através do empréstimo de um único cartucho? É mais ou menos isso que aconteceu com o Atari Globetrotter.

A CRIAÇÃO DO CARTUCHO

A história do cartucho viajante começa ainda na infância de seu criador, Weston Hilton, e sua ideia de criar seu próprio jogo para o Atari 2600. Nessa época, além do console Atari 2600, Weston tinha também um Atari 800XL (um computador também da Atari), mas apesar das muitas horas tentando programar seu jogo usando a linguagem BASIC, suas habilidades ainda eram insuficientes para tal.

Weston Hilton e o Atari Globetrotter

A vontade de fazer um jogo persistiu e Weston se interessou novamente em programar um jogo para Atari ao ver nos fóruns da internet que as pessoas continuavam fazendo jogos “caseiros” para o console.

Mesmo tendo aprendido mais sobre programação, suas habilidades ainda eram as de um iniciante. Foi então que ele estabeleceu a meta de ter um jogo em andamento para a Classic Gaming Expo de 2003.

Label e Caixa para o cartucho viajante.

Tendo somente dois meses e meio para programar o jogo, Weston passava todo seu tempo livre aprendendo sobre programação de jogos para Atari 2600, mas o curto prazo o fez reduzir seus planos de um jogo completo em um projeto de demonstração, os famosos “demos”.

Primeira exposição para qual o Globetrotter viajou.

INSPIRAÇÃO PARA O JOGO

O conceito do jogo veio inicialmente de um livro infantil chamado “Flat Stanley” que era muito popular nas escolas primárias norte-americanas. As crianças confeccionavam o personagem “Stanley” em papel e enviavam para amigos em escolas de outros países. O jogo “Onde está Carmen Sandiego” também serviu de inspiração para o Atari Globetrotter.

Weston então imaginou fazer um cartucho com uma ideia semelhante para os colecionadores de jogos clássicos e também para os amantes de viagens.

O cartucho junto ao seu passaporte.

Diferente dos outros jogos que tinham diversas cópias e eram vendidas à várias pessoas, Weston queria que o Globetrotter fosse algo único que tocasse o maior número de pessoas de um jeito não material, mesmo sabendo que ia demorar um bom tempo para ir de um lugar para outro.

O cartucho em sua versão com a case transparente.

O próximo passo seria fazer o cartucho viajar pelo mundo, mas isso eu conto na próxima parte, até lá!