Alguns projetos nascem pequenos, mas carregam dentro de si uma ambição enorme. E foi exatamente essa sensação que tivemos ao jogar uma demo de Cyber Squ4d Valkyrias.

O título, que está em fase alpha, já demonstra personalidade, identidade visual marcante e uma proposta que conversa diretamente com os fãs de beat ‘em ups clássicos.

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Mais do que isso: trata-se de um jogo brasileiro em desenvolvimento para Dreamcast e PC, reforçando a força da cena nacional no console da Sega, assim como vimos recentemente com Metal Canary, outro projeto brasileiro que já analisamos aqui no portal.

Desenvolvido utilizando a engine OpenBOR, conhecida por dar vida a inúmeros projetos independentes dentro do gênero, o game aposta em personagens e universo totalmente autorais.

Por trás do projeto está Douglas do Magika Estúdio, artista 2D que viu esta ferramenta como a ideal para transformar essa ideia em realidade. A escolha também tem um fator estratégico: o objetivo inicial é lançar o jogo em 2027 para Dreamcast e PC. Outras plataformas podem receber versões posteriormente, mas o foco principal está nessas duas.

Universo próprio em Neon City

A história acompanha quatro amigas caçadoras de recompensas que entram em conflito direto com a megacorporação tecnológica Mechanika após entrarem em contato com o Nanochrome, uma nanotecnologia capaz de regenerar e potencializar habilidades físicas e psíquicas.

O que começa como um ato desesperado rapidamente se transforma em perseguição. Agora fortalecidas e caçadas por soldados tecnologicamente aprimorados, elas precisam sobreviver nas ruas de Neon City.

Jogabilidade com identidade

No campo das mecânicas, Cyber Squ4d Valkyrias vai além do básico. O sistema inclui barra de MP que pode ser recarregada a qualquer momento segurando dois botões, exigindo gerenciamento de ritmo durante os combates. Ataques descontrolados podem deixar o jogador vulnerável, incentivando estratégia e leitura de cenário.

Há também dash por comando direcional, defesa dedicada, golpes especiais executados com combinação de comandos e sistema de agarrão por proximidade. A intenção é oferecer um combate mais técnico, aproximando o beat ‘em up tradicional de uma estrutura levemente mais estratégica.

Trilha sonora e atmosfera

A ambientação cyberpunk é reforçada por trilha eletrônica com sintetizadores que sustentam bem a ação. O confronto contra o chefe já demonstra preocupação em diferenciar momentos de tensão. Mesmo em alpha, há coerência entre som e visual.

Limitações e evolução

Por se tratar de uma versão alpha, muitos aspectos ainda estão em desenvolvimento. O próprio criador destaca a necessidade de polimento em animações, colisões e balanceamento.

Há planos para ampliar a diversidade de inimigos, estruturar pelo menos seis fases, permitir alternância entre personagens no modo solo e implementar cutscenes que reforcem o peso narrativo. A intenção é que o jogo ganhe uma abertura mais elaborada e momentos de transição que valorizem a história.

Metal Canary, que já tem matéria aqui no portal WarpZone e está previsto pra ser lançado na Retrocon 2026, aparece como um belo easter egg

Um projeto para acompanhar

Cyber Squ4d Valkyrias ainda tem um caminho pela frente até 2027, mas já demonstra algo fundamental: identidade. É um projeto autoral, nascido da paixão por videogames clássicos e do desejo de transformar referências retrô em algo próprio.

Se a evolução acompanhar a ambição apresentada até aqui, o esquadrão tem potencial para se tornar uma grata surpresa para fãs de ação lateral com clima futurista.

Para acompanhar o desenvolvimento do projeto, é possível seguir o criador no Instagram pelo perfil @doutoje e conferir mais informações no site oficial do Magika Estudio.

Video da gameplay