Em 2023 conhecemos Changer Seven em texto sobre o jogo aqui no nosso Portal, apresentando a proposta para o público, com uma visão de quem esteve no antigo Big Festival, e pode experimentar um protótipo em estágio de desenvolvimento.

Agora, em 2026, viemos trazer uma atualização do projeto, e um chamado para que mais pessoas venham a apoiá-lo, colocando desde já em sua lista de desejos da Steam.

Pois, se você cresceu nos anos 80 ou 90, sua dieta matinal provavelmente incluía leite com achocolatado e heróis coloridos explodindo pedreiras no Japão através da televisão. E deve adorar jogos com essa temática com Super Sentai.

PROPAGANDA

Mas, já parou para pensar por que os monstros nunca atacavam o MASP ou o Pão de Açúcar? Foi exatamente essa inquietação que motivou Juno Cecilio, CEO da Gixer Entertainment, a idealizar por mais de 20 anos o universo de Changer Seven. O que começou como um sonho de infância tornou-se um dos projetos indie mais ambiciosos do Brasil, unindo a nostalgia das “manhãs de TV” com a tecnologia de ponta da nova geração.

Da paixão à captura de movimento: os desafios técnicos

Produzir um jogo de ação no Brasil não é para amadores. Para garantir que o combate de Changer Seven tivesse o peso e a fluidez de um título global, a Gixer não economizou nos detalhes técnicos.

Em parceria com o estúdio Black House (responsável por efeitos em grandes produções como O Sequestro do Voo 375 – Brasil, 2023), a equipe utilizou dublês e artistas marciais para capturar cada golpe. Foram cerca de quatro meses de trabalho intenso para garantir que a movimentação dos “Changers” fosse única.

Em uma reviravolta digna de roteiro de cinema, o projeto contou com a consultoria de ninguém menos que Katsuhiro Harada (lendário ex-diretor da franquia Tekken). Harada-san trouxe sua vasta experiência em “filosofia de combate”, ajudando a refinar o ritmo e a identidade do gameplay, concedendo um toque de Mestre ao projeto.

Utilizando o motor de jogos Unreal Engine da Epic Games, o jogo tem sido desenvolvido para extrair o máximo das plataformas modernas (PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e para PC na Steam e Epic Games Store), apostando em cores vibrantes e uma estética que remete aos jogos de luta cinematográficos, como a série Naruto Ultimate Ninja Storm, por exemplo.

Um Universo que vai além da interação via Joystick

A Gixer Entertainment deixou claro que Changer Seven não é apenas um jogo, mas uma franquia transmídia. Antes mesmo de colocar as mãos no controle, os fãs já podem mergulhar no mundo de Sunny Point (a versão fictícia e heróica de São Paulo).

O Mangá Oficial é escrito por Jun Sugiyama e ilustrado por Eduardo Capelo (dupla de JaPow!), que funciona como um prólogo essencial. Com sete edições planejadas, a obra explora o passado dos heróis e mistérios como o destino da Changer Pink Daggers. Rumores apontam que a Editora JBC pode ser a casa oficial desta publicação no futuro, segundo texto publicado anteriormente no site JWave.

Durante a CCXP25, foram anunciados produtos que farão qualquer colecionador perder o fôlego, como uma edição física com steelbook e uma linha inédita de figuras de ação dos heróis. Vale ressaltar que a apresentação é apoteótica, para uma produção nacional de jogos digitais, e te recomendo conferir clicando aqui.

Ritmo, Gírias e “Trocadalhos”

A localização é o charme do projeto. Em Sunny Point, os heróis frequentam o karaokê “Senpai” (uma brincadeira com o famoso Kampai da Liberdade) e o jogo é recheado de gírias brasileiras e piadas de “tiozão” que refletem a idade dos seus criadores (na faixa dos 30 a 40 anos).

No campo musical, a imersão é completa com duas parcerias de peso:

Miura Jam: O grupo, famoso por versões brasileiras de temas de anime, traz a energia das aberturas clássicas para o jogo. Fizeram uma performance ao vivo durante a apresentação na CCXP 2025, da música “Changer”, que tu podes conferir aqui.

Ricardo Cruz: Essa colaboração garante que a trilha tenha o “tempero” esperado pela comunidade brasileira de fãs de anime e tokusatsu, 2 gêneros com marcas profundas na carreira musical do Ricardo. É possível conferir um gostinho da música ”Changer Seven: Kizuna no Chikai” no trailer mais recente do jogo.

Ainda durante a CCXP 2025, foi revelada uma participação especial do canal Colônia Contra-Ataca, do youtuber retrogamer Sr. Wilson. Foram apresentados 3 personagens que farão participação especial no jogo: os “Freaking Rangers”, que são baseados no Sr. Wilson, a Moriá e o Fresh. Eles passaram por processo de captura de movimentos para serem modelados e inseridos no jogo. Confira aqui comentários do próprio “Virsu” sobre esta colaboração.

Gameplay: O Estilo Tag-Team

Nos testes realizados durante a Gamescom Latam (2024 e 2025), o jogo se revelou um hack ‘n’ slash frenético. O sistema permite alternar entre personagens como Rubi Valente (Red), Mari Silva (Blue Shield), Leon Lima (Yellow Spear) e o surpreendente Rick Rosa (Pink Daggers), que utiliza punhais que lembram as correntes de Andrômeda de um dos Cavaleiros do Zodíaco.

O combate é baseado em assistência (tag-team), permitindo combos devastadores onde dois heróis dividem a tela para limpar o cenário de ameaças interdimensionais. Além da capital paulista, o trailer já deu pistas de fases inspiradas em Santa Catarina, incluindo um local que remete ao parque Beto Carrero.

Se curtiu até aqui, então fique de olho! Com lançamento previsto para algum momento de 2026, Changer Seven estará disponível para PC (Steam e Epic), PlayStation 5 e Nintendo Switch 2. O título prova que a liberdade criativa do cenário indie pode entregar resultados próximos do nível “AAA”, considerado o padrão de alto orçamento da indústria internacional.

Fontes: Portal do Nerd, CCXP, canal BELJOGOS, JWave, Tokusatsu Blog e Play Rated Games.