Imagem: IMDB

A Internet está alvoroçada graças a comentários de fãs de Star Trek – produção visionária de Gene Roddenberry, de 1966, que antecipou várias tecnologias, a exemplo da telefonia celular, dos tradutores universais e tablets -, afirmando que a narrativa da série teria previsto as movimentações do mundo nos últimos anos, em uma disputa que levaria à Terceira Guerra Mundial.

No “mundo real”, temos o conflito entre Rússia e Ucrânia, a pressão chinesa em Taiwan e as excentricidades de Donald Trump, atual presidente dos EUA, que ao lidar da forma que tem lidado com vários temas da geopolítica, poderiam direcionar o mundo ao temido conflito.

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O Boletim dos Cientistas Atômicos, baseados em todas estas questões, ajustou o seu famoso “Relógio da Meia Noite” para 89 segundos antes da zero hora, uma metáfora para a proximidade que o mundo pode estar de uma guerra de proporções nucleares entre as potências do globo.

Já no cânone da série clássica de Jornada nas Estrelas, o ano de 2026 foi marcado pelo extermínio de grande parte da humanidade em uma guerra nuclear sem precedentes, com muitos governos da Terra dizimados.

A recuperação da raça humana evitando sua extinção só teria acontecido em razão da intervenção dos Volcanos, civilização espacial que realizou o primeiro contato com os terrestres em 2063, após o cientista Zefram Cochrane realizar inadvertidamente um bem-sucedido voo utilizando a tecnologia de dobra espacial.

Aquela que ficou conhecida como “Terceira Guerra Mundial” foi mencionada pela primeira vez em um episódio da segunda temporada de Star Trek, em 1968, quando o Oficial de Ciências, Comandante Spock, citando causas diversas, como a existência de ditadores controlados por uma oligarquia desenfreada que explorava os trabalhadores empobrecidos, a destruição desenfreada do planeta e um forte sentimento anti-imigração, a partir da ideia de eugenia, com uma raça superior dominantes, por meio de aprimoramentos genéticos. Soa familiar com a atualidade?

Na saga, os combates entre as nações duram 45 anos resultando na morte de 30% da população humana e na extinção de 600 mil espécies de plantas e animais. No mundo atual, o que temos visto, é um permanente negacionismo climático, que leva a ondas recordes de calor e extinções, uma escalada brutal da força bélica estimulada pelo governo norte-americano e políticas extremistas de supremacia contra imigrantes por toda parte.

Só nos resta esperar que os Volcanos estejam acompanhando nossas desventuras bem de perto.