Um canal dedicado a entrevistar quem fez história para contar história — e que acaba de atingir marcos importantes em sua trajetória. Se você ainda não conhece, acesse e se inscreva www.warpzonepara.com.br
Para entender o WarpZone Para, é preciso entender o ecossistema de canais da WarpZone. O canal principal, lançado em 2015, passou por mudanças de foco ao longo dos anos. Quando o conteúdo foi redirecionado para vídeos mais curtos como listas, curiosidades, materiais de 10 a 20 minutos, as entrevistas, que costumavam durar cerca de uma hora, deixaram de se encaixar nesse formato.
As lives, por sua vez, já haviam sido migradas para o segundo canal, o WarpZone TV, que hoje opera com transmissões ao vivo de segunda a quinta-feira e, com a chegada do quadro “Boa Tarde WarpZone”, passou a ter mais de uma live por dia. Publicar entrevistas mensais em meio a esse volume de lives faria com que elas simplesmente se perdessem no fluxo de conteúdo.

A solução foi criar um terceiro canal, exclusivamente dedicado às entrevistas. Pode parecer, à primeira vista, que dividir a audiência entre três canais seria prejudicial, mas a lógica é justamente a oposta: cada canal tem uma proposta de conteúdo distinta, e centralizá-los sob um mesmo teto só geraria confusão para o público.
OITO MESES DE PLANEJAMENTO
O WarpZone Para não surgiu de uma decisão impulsiva. Foram cerca de oito meses de planejamento antes do lançamento. Durante esse período, foi preciso definir o formato do programa, encontrar um estúdio de gravação na capital paulista, organizar a agenda em meio às demandas do trabalho e dos outros canais da WarpZone, e estabelecer um padrão de qualidade profissional que diferenciasse o programa de uma simples live ou conversa informal.
A decisão de gravar em estúdio foi deliberada: o objetivo era produzir um material com edição profissional, algo que servisse como registro histórico de verdade — e não apenas mais um conteúdo casual entre tantos outros.

A INSPIRAÇÃO: PASSAGEM PARA
A concepção do WarpZone Para tem uma referência: o programa “Passagem Para”, exibido no Canal Futura e apresentado pelo jornalista e documentarista Luís Nachbin. Nesse programa, Nachbin visitava países e regiões, câmera em mãos, documentando culturas e entrevistando pessoas — inclusive brasileiros que viviam no exterior. O formato combinava viagem com entrevista.
Pra mim o trabalho do Nachbin é ímpar e o Passagem Para é um programa atemporal, então o WarpZone Para adapta essa fórmula: mantém a essência das entrevistas aprofundadas, mas substitui a viagem geográfica por uma viagem ao passado. A cada episódio, o programa percorre as memórias do entrevistado, revisitando momentos, acontecimentos e fatos históricos que marcaram a indústria brasileira de entretenimento.

SOBRE O CONCEITO
“Entrevista com quem fez história para contar história”… esse é o slogan e o princípio que norteia o programa. Os convidados do WarpZone Para são os protagonistas. Pessoas que estiveram diretamente envolvidas nos acontecimentos que moldaram o mercado brasileiro de videogames, quadrinhos e cultura pop.
Cada entrevista é focada em aproximadamente uma hora de conteúdo, com um tema específico por episódio. Isso é intencional: como os convidados geralmente têm muito mais a compartilhar do que cabe em uma hora, o recorte temático permite que eles possam retornar ao programa em episódios futuros, abordando outros capítulos de suas trajetórias.

PRIMEIRA TEMPORADA
A primeira temporada do WarpZone Para reúne 10 episódios com convidados que, cada um à sua maneira, ajudaram a construir a história do entretenimento no Brasil. Confira a lista completa:
Episódio 1 — Silvio Puertas
O primeiro entrevistado do programa. A escolha não foi aleatória: Silvio Puertas é uma das pessoas mais importantes conhecidas ao longo da jornada da WarpZone, e não poderia haver nome mais adequado para inaugurar o projeto. A entrevista foi publicada em 21 de março de 2025, quase dois meses após a abertura do canal, dada a importância de acertar todos os detalhes na estreia.
Episódio 2 — Graça Cunha
Entrevista sobre o como ela participou da música de abertura do anime Shurato, que foi exibido pela Rede Manchete. Uma conversa que resgatou memórias de uma era em que a animação japonesa começava a conquistar o público brasileiro por meio da televisão aberta.

Episódio 3 — Daniel (ex-funcionário da Dismac)
Um dos responsáveis por testar, validar e preparar o Bit System — o clone do NES fabricado pela Dismac. Um depoimento raro de alguém que esteve nos bastidores de uma das empresas que marcaram a época de ouro dos famiclones no Brasil.
Episódio 4 — Sérgio Peixoto
Criador das revistas Japan Fury e Animax. O episódio focou especificamente no mangá de Mega Man que Peixoto produziu no Brasil após licenciar a propriedade diretamente com a Capcom na época — um capítulo fascinante e pouco conhecido da história editorial brasileira.
Episódio 5 — Paulo José
O criador do Sapo Xulé, aquele famoso mascote que virou jogo e boneco, e que faz parte da memória afetiva de muitos brasileiros que cresceram nos anos 90.
Episódio 6 — Ricardo Farah
Editor-chefe da revista EGM Brasil. Uma hora de programa dedicada às histórias de quem esteve à frente de uma das publicações mais relevantes do jornalismo gamer brasileiro.

Episódio 7 — Alexandre Nagado
Envolvido diretamente com a produção do Gibi do Street Fighter no Brasil, publicação da Editora Escala. Alexandre trouxe ao programa os bastidores de uma época em que os quadrinhos no Brasil viviam um momento de efervescência.
Episódio 8 — Alexandre Pagano
Profissional que trabalhou na Tectoy e foi um dos responsáveis pelos jogos da Turma da Mônica para Master System e Mega Drive — títulos que se tornaram verdadeiros marcos da indústria nacional de games.
Episódio 9 — Gabriel Almog
Uma entrevista exclusiva com o criador da Dynacom, uma das empresas mais emblemáticas da era dos clones de NES no Brasil. A Dynacom foi responsável pelos consoles Dynavision, Dynavision II, III, IV e diversos outros produtos. Neste programa, Gabriel revelou informações que até então eram desconhecidas pelo público. No momento, este é um dos episódios de maior repercussão do canal, com quase 10 mil visualizações e atraindo muitos novos inscritos.

Episódio 10 — Luana Pavani (a ser publicado)
O episódio que encerra a primeira temporada traz Luana Pavani, que fez parte da equipe da Revista Videogame. A entrevista já foi gravada e está prevista para ser lançada em março de 2026. A temporada se encerra, simbolicamente, com uma mulher que foi importante para a história do jornalismo gamer no Brasil.
MARCOS DESSE PRIMEIRO ANO
O primeiro ano do WarpZone Para trouxe conquistas significativas:
- 23 de janeiro de 2026: o canal completou um ano de existência.
- 2.000 inscritos: um número que, diante da proposta nichada de registro histórico, representa um público genuinamente engajado com a preservação da memória da indústria brasileira.
- 16 de fevereiro de 2026: o canal se tornou parceiro do YouTube, habilitando a monetização de vídeos, shorts e lives, além da possibilidade de oferecer membros no canal.

O QUE VEM PELA FRENTE
Os planos para o futuro do WarpZone Para já estão bem definidos, o que eu planejei para o canal é isso aqui:
Membros e conteúdo exclusivo: Com a parceria do YouTube, o canal passará a oferecer a opção de membros. Entre os benefícios previstos estão conteúdos exclusivos — como vídeos dos bastidores das gravações — e acesso antecipado aos episódios. Vale lembrar que os membros do clube VIP da WarpZone, via grupo de WhatsApp, já contam com acesso antecipado: o episódio 10, com Luana Pavani, por exemplo, já está disponível para esse grupo há mais de uma semana.
Mais cortes e shorts: O canal pretende explorar melhor o rico material já gravado, produzindo mais cortes e conteúdos curtos para ampliar o alcance das entrevistas.
Livros físicos por temporada: Um dos projetos mais interessantes para o futuro é a transcrição e edição das entrevistas de cada temporada em formato de livro físico. Cada livro reunirá as dez entrevistas da respectiva temporada, com informações adicionais que não estão presentes nos vídeos — um verdadeiro acervo impresso da história contada no programa.
Segunda temporada em andamento: O primeiro episódio da segunda temporada já foi gravado e está em fase de edição. Mais uma vez, a abertura de temporada será protagonizada por uma mulher de grande relevância no mercado de jornalismo gamer no Brasil.
E, além disso tudo, o planejamento para este ano é produzir o dobro de entrevistas realizadas em 2025, ampliando significativamente o acervo do programa.

O WarpZone Para se consolida como um projeto que vai além do entretenimento: é um trabalho de preservação da memória cultural brasileira. Num país onde a documentação histórica da indústria de games, quadrinhos e animação ainda é escassa, ter um programa dedicado a registrar os depoimentos de quem viveu e construiu essa história é, por si só, um feito que merece reconhecimento.
Que venham muitas temporadas mais.








