Após a recepção mista do DLC anterior de Marvel’s Spider-Man, The Heist, não se esperava muita diferença do seguinte, Turf Wars. Esse novo conteúdo, lançado hoje (20 de novembro), realmente não difere tanto de seu predecessor, ainda que introduza novos elementos em segmentos específicos do modo principal e apresente uma trama mais interessante, mesmo sendo uma sequência direta dos eventos do primeiro DLC.

E é nesse 2º ato que temos momentos mais tensos e intrigantes, em muito pela já conhecida policial Yuri Watanabe – e seu não tão conhecido background – e o clássico vilão Cabeça de Martelo, a força motriz por trás de The City That Never Sleeps, agora aparecendo para valer. Enquanto que a primeira apresenta um lado que nunca havíamos visto, aprofundando a personagem (ao invés de ser apenas a policial-sidekick do Aranha), o segundo se mostra imponente, ardiloso e ameaçador, já mostrando a que veio logo na primeira cutscene na qual aparece. O cliffhanger deixado aqui é um bocado previsível, mas garante certa ansiedade para com o próximo capítulo dessa história.

No que tange às atividades da cidade, temos uma lista pequena de coisas a fazer, novamente. Ao invés de colecionáveis específicos sobre o passado de um certo personagem, temos aqui novas bases repletas de capangas do Cabeça de Martelo – que podem se provar um pouco difíceis, agora que, além dos brutos com metralhadoras, podendo até aparecer em bando, temos bandidos trajando tecnologia da equipe da Silver Sable, usando tal vestimenta e armas a todo momento, ao lado de mais inimigos com RPGs e rifles – e que servem propósito ao enredo. A insuportável Screwball retorna com novos desafios, e temos um tipo de crime novo, mas nada tão interessante – na verdade, chega a ser entediante. Para nos acompanhar nesse balançar por atividades, conversas por telefone com Mary Jane e Miles Morales se fazem presentes e são muito agradáveis, principalmente as ligações do guri.

Mas, claro, temos um novo pacote de trajes, contando com mais 3 roupas: Aranha de Ferro (o tradicional das HQs, que fez presença na minissérie Guerra Civil, de 2006), Armadura-Aranha MK I (também oriunda dos quadrinhos, é a primeira armadura criada por Peter Parker, que apresenta placas metálicas totalmente cromadas, a qual você certamente utilizou no primeiro jogo de PSOne) e o Homem-Aranha do Mangaverso (selo que não deu muito certo nas HQs, apresentando seus personagens num setting oriental; no caso, esse Peter Parker faz parte do Clã da Aranha, composto por ninjas). Mais uma vez, essas adições ao imenso guarda-roupa aracnídeo não trazem poderes, sendo puramente cosméticas – mas continuam muito lindas.

Pela dificuldade incrementada em certos trechos, o DLC dura mais ou menos 3 horas, indo para 4, se quiser experimentar todo o conteúdo de forma pausada. E outra: como se trata da segunda parte de um grande enredo, não é recomendável adquirir Turf Wars separadamente, tanto em termos de preço quanto entendimento e aproveitamento dessa expansão de Marvel’s Spider-Man como um todo. Vejamos o que o próximo capítulo, Silver Lining, pode trazer à mesa em dezembro de 2018.

Continua…

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