
A cidade que você pensa conhecer guarda segredos que ninguém filmou ainda
Toda cidade tem uma história oficial. E uma oculta.
É com essa premissa que o cineasta Semi Salomão lança Apucarana – Cidade Oculta, longa-metragem que chegou ao cinema com a casa cheia na estreia e já provoca reações que poucos filmes do cinema nacional conseguem: pessoas saindo da sessão em silêncio, processando o que acabaram de ver.

O filme
O protagonista se chama Neto. Ele não sabe quem é. Não sabe o que faz ali. Não sabe seu propósito. O que parece o início de uma jornada pessoal rapidamente se transforma em algo muito maior — uma investigação que atravessa gerações, desvenda identidades enterradas e mergulha nas camadas ocultas de uma cidade real do interior do Brasil.
A narrativa é densa, onírica e propositalmente construída em camadas. Passado, presente e futuro coexistem na mesma cena. Personagens históricos reais dividem espaço com a ficção. E em determinado momento do filme, uma voz surge de uma fita antiga — o avô do próprio diretor, gravado décadas atrás, narrando a história de uma cidade que ele ajudou a construir. É o tipo de cena que paralisa a plateia.
“Não é para assistir distraído. Possui várias camadas e é diferente”, define o ator Elton Silva. “Envolve prestar atenção — o filme fornece muitos detalhes.”
Há símbolos escondidos. Há conexões que só aparecem na segunda vez. Há algo que o filme entrega sem avisar — e que você só percebe quando já é tarde demais para não ser afetado.

A estreia
A sessão de estreia aconteceu no Cine Teatro Fênix no dia 25 de abril. A casa estava cheia. O youtuber Pink, do canal História Sem Fim, marcou presença e registrou o momento ao lado do diretor. Ao final da exibição, o público não foi embora. Ficou. Quis conversar. Quis fotografar. Quis rever.
Nas redes sociais, o burburinho continuou pela madrugada. “Foi muito melhor do que eu imaginava. Realmente tocou na emoção“, disse a atriz Heloiza Miquelão. “Nada morre — tudo se transforma.”

O que o público disse
Os depoimentos que chegaram depois da sessão dizem muito sobre o tipo de experiência que o filme entrega.
A escritora e poeta Ana Maria Humeniuk descreveu com uma precisão que nenhuma crítica técnica conseguiria:
“Eu me vi andando, menina, pelas ruas da cidade, adolescente, observando os jardins suspensos em frente à Catedral. Lindo filme — toques de passado e futurísticos, paisagens deste mundo e do mundo dos sonhos que já sonhei. Um portal de memória e sonho, vida e ancestralidade.”
Esse é o efeito do filme: ele não conta uma história. Ele acorda memórias que a pessoa nem sabia que tinha.
O ator Louan Brasileiro descreveu o que viu ao sair da sessão: “Um monte de gente vindo me dar parabéns, tirar foto. As pessoas gostaram bastante — e estão comentando até agora na internet.”

Quem fez
Semi Salomão é diretor, roteirista, ator e músico. Mais de uma década de produções que atravessam cinema, televisão e animação. Apucarana – Cidade Oculta é resultado de três anos de trabalho — e representa, segundo ele mesmo, a obra mais profunda que já assinou. Porque envolve sua história, sua família e a cidade onde vive.
Três anos para construir algo que dura uma hora e meia. E que fica muito mais tempo do que isso.

Em breve em todo o Brasil
Após a estreia, o filme desembarca em Curitiba no dia 29 de maio, no Festival Cine Tornado. A partir daí, outras cidades.
Alguns segredos não ficam enterrados para sempre.
Mais informações no site oficial do cineasta:






