Lá pela metade dos anos 90 o mundo dos videogames só tinha um assunto e ele se chamava PlayStation.

Tá, eu sei que tô forçando um pouco a barra, muito se falava do Sega Saturn, do Nintendo 64 e também dos jogos nos últimos suspiros dos consoles de 16-bits, mesmo porque tínhamos ainda lançamentos, como o Donkey Kong Country.

Porém, eu chamei a atenção aqui para o PlayStation porque ele era o centro das atenções, vinha abocanhando o mercado de uma maneira inacreditável. Essa fama foi tão grande que surgiu um universo paralelo chamado PolyStation!

A entrada para cartuchos, terror de quem queria um PS1. Foto de Internet (Divulgação)

Aqui no Brasil estávamos acostumado com muitos clones de Nintendinho, fomos o berço de consoles compatíveis com o sistema Nintendo. Quem ai não se lembra de clássicos como o Phantom System, Dynavision (2, 3, 4…), Top e Turbo Game e etc?

Foi então que, com a enorme marca que a Sony havia criado com o PS1, começou a surgir o PolyStation, um clone de Nintendinho com baixíssima qualidade, acabamento duvidoso e vindo diretamente da China.

Versão do PolyStation baseada no PSOne. Foto de Internet (Divulgação)

O mercado estava cheio dele e junto vieram as fitas amarelinhas, aquelas que prometiam 9.999.999 jogos em 1. O PolyStation copiava o visual do PlayStation e foi seguindo a evolução do console original, começou pelo modelo Fat, depois o One e em seguida foi copiando o PS2, PS3 e outros consoles como o próprio Nintendo 64 e o Dreamcast.

Posso dizer que para muitas crianças o PolyStation foi um pesadelo, porque alguns pais desavisados compravam o clone pensando que se tratava de um PS1 mais barato, a oferta parecia boa demais para ser verdade e não era verdade mesmo. Muitas crianças ganharam um PolyStation por engano e ficaram morrendo de vontade de ter um PS1 nos anos 90.

Você pensava assim: Nossa, arrebentei de tantos jogos. Foto de Internet (Divulgação)

Só que é muito importante notarmos que, mesmo sendo um presente duvidoso e tendo feito muitas crianças chorarem o PolyStation teve uma grande importância para o nosso mercado de videogames aqui nos anos 90.

Esse videogame não só foi a porta de entrada para muita gente no mundo do jogos eletrônicos, pelo baixo custo, como também foi um ótimo contato com a biblioteca fantástica do Nintendinho que já estava a todo vapor desde os anos 80. Eram muitos jogos bons para curtir.

Alguns modelos eram tão completos que tinham pistola. Foto de Internet (Divulgação)

Não sei se você ganhou um PolyStation nos anos 90, ou até depois disso, mas de uma coisa eu tenho certeza, quem viveu essa época tem muita lembrança para recordar, algumas tristes e outras divertidas. Por isso que eu fiz um vídeo contando 16 coisas sobre quem teve um PolyStation nos anos 90, dá uma conferida:

Se você foi um dono de PolyStation, e não de um PlayStation, conta ai nos comentários qual é a maior lembrança que você tem dessa época. Abraços e até a próxima coluna!