
Se este título chamou a sua atenção, deve ser por que assistiu aos filmes clássicos do RobocCop. Sendo assim, imagino que você está na esperança de ler uma análise dizendo que SIM, esse jogo, que é baseado em um filme, vale a pena ser jogado.
Espero que, ao final desta leitura, você já esteja instalando o jogo para se divertir muito com este que é um dos, senão o melhor game adaptado de um filme ou série já feito.
Enredo
Ano, 2020 e alguma coisa, cidade de Detroit, umas das mais seguras cidades dos Estados Unidos?
Você é Alex Murphy, um bom policial, mas não um policial qualquer: você é o Robocop, o policial do futuro.
A história de Robocop: Rogue City se passa entre os eventos do segundo e terceiro filmes, recriando com perfeição a atmosfera sombria e satírica de Detroit.
A cidade está tomada por bandidos, a droga conhecida como Nuke continua deixando um rastro de mortos e loucos. Nesse interim, um misterioso criminoso surge unindo as gangues da cidade e espalhando o caos.

Sobrou para você, na pele (e circuitos) de Robocop, colocar lei e ordem nessa cidade caótica. Apesar da OCP continuar sendo uma corporação maligna, e as gangues movidas à Nuke continuarem a dominar as ruas, Robocop com certeza vai resolver a parada, nem que seja no bom e velho estilo… Pé na porta e tapa (tiros…) na cara.
No desenrolar da história, você vai intercalar entre interações com outros personagens dos filmes, andar por algumas regiões de Detroit, vai poder aplicar a Lei de diversas formas diferentes, e aqui é preciso frisar como a ambientação e a imersão são incríveis, chegando a certas situações que beiram ao ridículo. Mas isso é a cidade de Detroit do Robocop.
Gameplay (gunplay)
Bom, Robocop é um tanque em forma de ser humano, então ele não se movimenta de forma tão veloz quanto a esperada, não pula e não se agacha.
Ele simplesmente anda e “quase corre”, com seu som característico das passadas pesadas. Qualquer um sabe que é ele quando o mesmo está se aproximando.
Então não tem como chegar na surdina para pegar um vilão desavisado? E quando é que ele fez isso alguma vez? Simplesmente pegue a Auto-9, sua arma principal, com munição infinita, qualquer arma dos inimigos ou qualquer coisa ao seu alcanse para usar como arma e trucide os bandidos… simples assim.

Como o game é em primeira pessoa, você vai ter a mesma perspectiva de Murphy, com aquela mira em forma de cruz escaneando e travando nos alvos… a Auto-9 dando seus tiros em rajadas, literalmente obliterando os bandidos. Preciso acrescentar aqui como é satisfatório jogar com a Auto-9.
É uma delícia de gunplay, e apesar de termos um belo arsernal à nossa disposição, nada supera a Auto-9, no quesito manuseio da arma, mirar nos alvos, a sensação dos disparos… você precisa atirar para entender.

O jogo não é necessariamente de mundo aberto, mas você pode, entre uma missão e outra, fazer um trabalho comum de policial: investigar casos pela cidade, aplicar multas, interagir com os cidadãos, prendê-los se for necessário, ou simplesmente ficar andando e rindo das maluquices que você vai experienciar nos casos, no ritmo cínico das piadas dentro dos filmes.
Tudo o que você faz no game gera XP, e você precisa destes pontos para liberar novas habilidades do robozão. Realmente não estamos em um game genérico de FPS, pois as opções da árvore de habilidades podem mudar completamente o seu modo de jogar. Temos aqui um pseudo rpg de tiro em primeira pessoa. Não é nada muito elaborado, mas está na medida certa pelo que o game lhe apresenta.
Além disso ao final de cada missão, você será availado… se encontrou todos os segredos da fase, se fez todas as missões secundarias, etc… e essa classificação também rende XP.

É neste momento que entramos em uma parte mais narrativa do game, já que de vez em quando Murphy (Robocop) entra em conflito consigo mesmo, sejam pelas decisões que tomou durante a jogatina anterior, seja por tentar manter sua sanidade ou seguir estritamente as suas diretrizes robóticas.
Aqui temos opções de escolha que mudam certas narrativas pontuais, mas que infelizmente só ficam aqui. Existem outros momentos do jogo que você precisa fazer escolhas, que podem mudar certas coisas que você pode ver no final. E vale ressaltar que o game possui 3 finais. Mas independente do final que você conseguir, o restante do desenrolar do final dependerá de suas escolhas no decorrer do game.

Armamento
Como já dissemos anteriormente, a Auto-9 não é a única arma que Robocop pode usar, mas é única que pode ser melhorada (olha o rpg ai de novo). Existem chips que podem ser usados para melhorar a placa mãe da arma e transformar esse canhão e um verdadiero monstro.
Esse chips acabam virando um mini game bem divertido pois dependendo da placa mãe, existem opões que você tem que evitar, e para isso tem que saber que chip usar exatamente. Outra coisa ainda sobre os chips é que eles podem ser melhorados, usando 3 chips para criar um novo melhor.

Só podemos carregar duas armas e apenas a Auto-9 tem munição ilimitada.
Além da Auto-9 temos:
- OCP Shotgun: Escopeta exclusiva da edição Alex Murphy
- Fuzil de Assalto 74: Um fuzil comum
- Fuzil de Assalto KH-21: Fuzil mais potente
- Fuzil de Assalto RBS Mk 2: Considerado um dos melhores fuzis de assalto do jogo
- Submetralhadora Micro SMG / Mk6: Armas leves de disparo rápido
- Escopeta de Combate S12: Versão semi-automática e mais forte que a escopeta padrão
- Rifle de Precisão Calibre .50: Arma de longo alcance e alto dano
- Lançador de Granadas: Arma explosiva pesada

Gráficos
Robocop: Rogue City usa e abusa de cutscenes para contar a sua história, mas não vá esperando gráficos de última geração. Os personagens parecem um pouco estranhos nas cutscenes. Porém jogando a coisa muda muito, pricipalmente o modelo do Robocop, que remete fielmente ao robozão do filme em todos os apectos. A ambientação e a atmosfera como já foi mencionado são ótimas e nos remete ao cenário da cidade de Detroit dos filmes com maestria.
Áudio
Na medida certa, com as musicas entrando nos momentos de ação, elevando a experiência. Aqui são usadas partes das músicas originais dos filmes criando suas próprias versões de acordo com o que a situação necessita. Além disso a dublagem dos personagens contam com as vozes dos atores originais dos filmes. O sons dos tiros também não deixam nada a desejar.

Desempenho
Jogamos a versão de PC. O game é um pouco pesado e notamos um engasgo no game durante as mudanças de interações. Por exemplo, estamos em uma cena de tiroteio e quando a mesma se encerra, digamos entrando em uma parte com mais narrativa, o game dá aquele engasgo de 1 segundo, nada que atrapalhe a jogatina. (Vamos fazer novos testes e atualizamos este quesito caso haja mudanças neste cenário)
Jogamos na resolução de 3440 x 1440 com o DLSS no modo desempenho com a grande maioria dos recursos gráficos em médio e baixo, travando o gameplay a 60fps.

Seguem os requisitos para rodar o game no PC:
Mínimos
Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
SO: Windows 10 (64 bit)
PROCESSADOR: Intel Core i7-4790 or Ryzen 5 2600
MEMÓRIA: 16 GB de RAM
PLACA DE VÍDEO: Intel Arc A380 | NVIDIA GeForce GTX 1650 | AMD Radeon RX 480
DIRECTX: Versão 12
ARMAZENAMENTO: 38 BG Jogo Base | 51 GB com a expansão – SSD recomendável
Recomendados
Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
SO: Windows 10 (64 bit)
PROCESSADOR: Intel Core i7-10700K or AMD Ryzen 7 3800XT
MEMÓRIA: 16 GB de RAM
PLACA DE VÍDEO: Intel Arc A770 | NVIDIA GeForce RTX 3070 | AMD Radeon RX 6800
DIRECTX: Versão 12
ARMAZENAMENTO: 38 BG Jogo Base | 51 GB com a expansão – SSD recomendável
NOSSO SETUP
SO: Windows 11 Pro versão 25H2 64 bits
Processador: Intel Core i7-12700k @ 3.6Ghz ~ 5.1Ghz
Placa de Vídeo: Nvidia MSI-RTX 3060Ti – 8G GDDR6X
Memória: 32G CORSAIR VENGEANCE RGB PRO – DDR4 – 4000Mhz
Armazenamento – SAMSUNG 980 PRO- 1TB – SSD NVME M.2 Gen4-X4
DirectX: Versão 12
Monitor: LG UltraGear 34″ – 34GP63A-B – Curvo – Resolução de 3440 x 1440
Controle.: Xbox One | Dualsense
Armazenamento: Atualmente ocupa 37,80 GB – Steam
Veredito
Robocop: Rogue City é de longe, o melhor game adaptado de um filme ou série. Ele nos entrega a atmosfera perfeita dos filmes, com uma nova história que enriquece o seu universo.
Tem uma gameplay divertidíssima e não fica inventando coisas para você fazer desnecessáriamente. Suas missões secundárias tem seus méritos e são muito boas de jogar.
A variedade de inimigos é grande e o game possui muitas referências do universo de Robocop, que não vamos comentar aqui para não estragar a sua experiência.
A campanha deve levar de 20 a 25 horas e para os platinadores de plantão, isso deve esticar para umas 30 horas.
Ah, e o game ainda possui uma DLC entitulada Unfinished Business. Uma história independente após os acontecimentos de Rogue City.
Este review se encerra dizendo:
“Vivo ou morto, você deve jogar este jogo”
Robocop: Rogue City está disponível para PC via Steam, MAC (desde 2025), PLaystation 5 e Xbox Series







