O criador de Aviãozinho do Tráfico 3: Abri um Portal pro Inferno na Favela Tentando Reviver Mit Aia e Preciso Fechar resolveu abrir o jogo pra comunidade. Joeveno postou esses dias no X que pode passar os arquivos .map e .wad do título pra quem quiser tentar ports de seu jogo para Dreamcast, PS2, Xbox 360 e outros consoles do mesmo naipe. Ele ainda falou que apoia quem se interessar pela ideia.

Não é todo dia que um dev brasileiro de boomer shooter entrega os assets assim de bandeja. O jogo roda no id Tech 2, o motor do Quake original, e o código QuakeC já tá disponível no GitHub há um tempo. Agora veio o convite para quem quiser acesso aos mapas e texturas também.

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A história, obviamente, é a mais brasileira possível. Você é um fã do Mit Aia, lenda da música funk dos anos 70 e decide tentar reviver ele na favela onde mora, usando um pentagrama. E, como era de esperar, tudo dá errado, já que você abre um portal pro inferno, o estado do Rio de Janeiro inteiro fica possuído e sobra pra você resolver a bagunça. A jornada passa pela favela, partes de São Paulo, Amazônia, espaço, inferno e até o céu. São 56 mapas no total, misturando campanha, horda, goblin mode e deathmatch. Dá pra jogar no cooperativo e no versus em algumas fases.

O movimento tem aquela pegada clássica de Quake, com bastante mobilidade pra desviar dos ataques, mas são as armas que trazem o charme extra para este jogo bem peculiar: berimbau, telefone público que atira coco, metralhadora de aviãozinho de dinheiro. O rocket launcher ainda aparece com as cores do Flamengo. Pra recuperar vida é só achar um pastel ou um caldo de cana jogado pelo mapa. Um jogo com nome bem brasileiro não poderia ter mecânicas e elementos mais brasileiros do que estes.

Joeveno já atualizou o título algumas vezes depois do lançamento. O game tem versão física, com capinha do melhor estilo jogo pirata dos anos 2000, o jogo tá com desconto bom na Steam e o game ganhou mapas novos: um de festa junina e outro num estádio de futebol. O protagonista inclusive ganhou camisa da seleção durante o período da copa. O dev continua mexendo e adicionando conteúdo mesmo depois do 1.0.

Se algum port decente pro Dreamcast ou pro PS2 sair dessa história, vai ficar curioso ver o caos brasileiro rodando em consoles, além da versão que já existe para o PC. Com a engine aberta e os arquivos liberados, a cena de homebrew ganha mais um material pra fuçar, com total apoio de seu criador.

Quem curte fuçar código antigo ou conhece alguém que manja de ports retrô pode dar uma olhada nos repositórios do GitHub. Às vezes uma iniciativa comunitária dessas rende coisa interessante. Você pode conferir este link, e este também, para acessar o conteúdo liberado.