O anuncio, feito durante a E3 2019, de que o Nintendo Switch receberia um remake de Panzer Dragoon, de Sega Saturn, foi motivo de muita comemoração. A partir daí, fãs do mundo todo ficaram eufóricos pelo retorno de um dos maiores shoot’em up de todos os tempos.

Nos meses subsequentes, pouco conteúdo foi divulgado e muitas dúvidas pairavam no ar. Contudo, na Nintendo Direct, realizada no dia 26 de março de 2020, todos foram pegos de surpresa, pois o jogo foi lançado ali mesmo durante a exibição.

A HISTÓRIA

Concebido originalmente no ano de 1995, o game se passa em um mundo pós apocalíptico e conta a história de um membro de um grupo de caçadores, que acaba se envolvendo em uma briga entre dois cavaleiros montados sob dragões. Um desses, mortalmente ferido durante a batalha, confia o dragão e sua missão ao protagonista, que deverá perseguir o outro cavaleiro e detê-lo antes que reative uma arma capaz de destruir a humanidade.

O protagonista acaba, por acaso, envolvido em uma grande aventura

JOGABILIDADE CLÁSSICA X MODERNA

O game segue o padrão de jogabilidade shoot’em up sob trilhos, oferecendo duas formas de ataque: o tiro rápido e o tiro carregado, que seleciona múltiplos alvos na tela. Determinados tipos de inimigos exigem a primeira forma de ataque, enquanto outros são mais facilmente abatidos com o feixe de raios da mira travada. Assim, caberá ao jogador definir qual o tipo de ataque necessário em cada momento da gameplay, alternando conforme a estratégia exigida.

Caberá ao jogador definir a melhor estratégia de ataque

O jogo apresenta dois sistemas de jogabilidade: a “clássica” (correspondente ao original) e a “moderna”. Na primeira opção, o analógico movimenta o dragão e a mira pela tela, enquanto os botões L e R viram a câmera em 90º, oferecendo a possibilidade de mirar/atacar inimigos nas laterais ou na parte de trás durante a progressão. Isso implica que por mais que o personagem siga sempre em frente, a câmera e consequentemente a mira, possui amplitude em 360º do ambiente. Assim, o jogador deverá prestar atenção no radar para acompanhar a localização dos inimigos e alternar entre as posições para continuar atacando e evitar suas investidas.

Já o modo moderno usa o analógico esquerdo para movimentar apenas o dragão, enquanto o analógico direito fica responsável pela mira, e os botões ZL e ZR para atirar. Esse modo seria indicado para os “novos jogadores” na franquia.

A trilha sonora orquestrada da versão de Saturno continua sensacional, mostrando que os arranjos envelheceram bem. O remake conta ainda com algumas novas produções e a magistral participação da compositora Saori Kobayashi, que trabalhou, anteriormente, na franquia com os games “Panzer Dragoon Saga” e “Panzer Dragoon Orta”, além do sucessor espiritual, Crimson Dragon.

Saori Kobayashi

GRÁFICOS RUINS?

A parte gráfica ficou interessante uma vez que já estava bonita no game original, com belos e variados cenários, e ficou ainda melhor neste remake.

O original e o Remake

Ao todo, o jogo apresenta sete níveis, que em uma jogatina direta podem facilmente ser concluídos em no máximo duas horas, o que torna a experiencia rápida.

Apesar de o remake contar com oito idiomas disponíveis, não há a opção de escolha do Português brasileiro. Uma versão física está, atualmente em pré-venda, no site da Limited Run Games, e conta com um estojo que remete a embalagem original do game de Saturn.

Versão física em pré-venda

POR FIM

Panzer Dragoon: Remake oferece uma sensação de montanha russa, com altos e baixos bem definidos desde o primeiro momento em que você o joga. Há aquele ótimo sentimento de nostalgia provocado por uma mecânica bem desenvolvida, aliado a trilha sonora competente e um level design interessante. Em suma, Panzer Dragoon oferece bons momentos, principalmente aos saudosistas, ou aqueles interessados em conhecer a franquia.

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