Enquanto as grandes empresas seguem na caminhada de abandonar mídia física nos jogos de PC (e rendendo um monte de conversa por causa disso), um usuário do Reddit resolveu ir na contramão. Ele pegou SSDs de 2.5 polegadas usados, colocou dentro de cases impressos em 3D que parecem cartucho de console antigo e criou um dock simples. Quando encaixa o “cartucho”, o jogo da Steam abre sozinho. A ideia está rendendo muito no r/pcmasterrace e fez barulho no X também.

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O criador, Jibril-sama, usou SSDs SATA baratos que encontrou em lote (modelos com 128 GB por uns 7 euros cada, cerca de R$ 41). O case e o dock foram feitos em impressão 3D, dando a eles uma cara de “console e cartucho”. Tem um adaptador USB 3.0 pra SATA no dock e um script que roda no Linux. Ele configurou o “console” pra detectar quando o drive é plugado e um comando bash vai para a Steam poder abrir o jogo direto pelo protocolo steam://run/. Assim, o processo de abrir o jogo, ou mesmo baixar ele, dá lugar para uma experiência mais retrô.

O resultado fica bem interessante, visualmente falando. Os cases têm espaço pra colocar arte do jogo na frente, igual cartucho de Mega Drive ou Super Nintendo. Imagina só, você tendo uma estante repleta de jogos da Steam em formato digital? E olha que, apesar das coisas sempre serem mais caras por aqui, o projeto não é caro se você reaproveita peças velhas ou compra usado. E replica a ideia pelo menos com sua meia dúzia de jogos favoritos, ou os que ocupam mais espaço no seu HD.

No Steam Deck a história ganha outro capítulo. Vários donos já fazem algo parecido: instalam os jogos em microSD, colam adesivo por cima imitando cartucho de Nintendo Switch ou 3DS e organizam tudo assim. Fica fácil trocar de jogo sem lotar o armazenamento interno do handheld e ainda dá aquela sensação de mídia física que o Deck não entrega de fábrica. Também é uma solução que depende de investir grana nos cartões, mas do mesmo modo, não entope o dispositivo, especialmente com jogos mais pesados.

Com os cartuchos, dá até pra repensar a forma de se jogar: pois você separa para jogar o que realmente usa. Pluga, joga, despluga e guarda, como um cartucho de console antigo. O PC principal fica mais limpo e você não precisa ficar gerenciando espaço toda hora.

Tem também o lado nostalgia pura. Muita gente que cresceu trocando cartucho no console sente falta daquele ritual: pegar o jogo na mão, encaixar, ligar. A Steam é ótima em conveniência, mas tira exatamente isso. Esse projeto devolve um pedacinho da experiência sem abrir mão da biblioteca digital.

Claro que não é solução pra todo mundo. SSD SATA é mais lento que NVMe, então jogos bem pesados e modernos podem sofrer um pouco se o cartucho for o armazenamento principal. E tem um detalhe técnico: SSDs que ficam muito tempo sem energia podem perder dados com o passar dos anos. O pessoal recomenda dar uma ligada de vez em quando ou manter backup no PC. Ainda assim, pra jogos um pouco mais mais antigos, indies ou títulos que você realmente curte revisitar, funciona de boa.

O post original já tá com centenas de likes e vários comentários pedindo tutorial em vídeo. No X, o usuário @yoshinokentarou compartilhou o link e comentou que físico ainda levanta o astral de um jeito que o jogo digital não consegue. A reação mostra que tem uma galera com saudade dessa tangibilidade, mesmo que seja uma gambiarra criativa.

Se você curte fuçar, tem Linux em casa e gosta de misturar retrô com moderno, a ideia vale testar. A lógica é bem documentada no post: script simples, automount e os comandos da Steam. Pra Windows dá pra adaptar também, embora fique um pouco mais manual.

E aí, qual jogo você transformaria no primeiro cartucho da sua coleção?