Saudações caros amigos que acompanham a WarpZone! Tudo bem com vocês? Já faz tempo que quero falar sobre videogames e arte. Uma combinação muito especial. Podemos dizer que os jogos e a arte caminham juntos, lado a lado.

A arte em si é a maior demonstração do que o ser humano é capaz de criar. Além de estimular sensações, lidar com o emocional, faz refletir e trabalha com ideias. O artista expressa aquilo que ele pensa. Suas emoções profundas, sua essência e a percepção que ele tem da sociedade. Para o artista, criar é fenomenal.

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Falar de arte tem um peso grandioso para mim. Digo isso porque sou artista plástica. Escolhi ser artista, entre tantas profissões, porque sei que esse é meu trabalho. Missão? Não sei, o que acredito é que amo criar. E que trabalho muito duro para isso. Atualmente mais ainda, pois tenho uma bebê pequena e cuido dela o tempo todo.

Minha filha é prioridade. Amo a Yuna mais que tudo! Tenho certeza que conforme ela for crescendo, se desenvolvendo e ficando um pouquinho mais independente poderei ter mais tempo livre para me dedicar a minha arte, meu trabalho. Por enquanto, vou desenhando, pintando, escrevendo… Criando conforme posso. Mas mesmo com o pouquíssimo tempo livre, sinto um enorme prazer e felicidade em poder ser mãe e artista ao mesmo tempo. Tem sido uma experiência incrível!

Ori Randomiser Is A Marvel
Ori and the Blind Forest

Mas vamos falar de videogame? É de fato o tema principal dessa coluna, certo? Os jogos de videogame podem ser considerados arte? De que forma isso pode acontecer? E quais jogos podem exemplificar isso?

Em todas minhas pesquisas, reflexões e conversas, penso que jogos eletrônicos são arte pura. Logicamente, o assunto é amplo e tem pessoas que podem divergir desse pensamento.

Os jogos utilizam diversas linguagens que conseguem atingir o jogador de uma forma monumental. Seja através do roteiro, da beleza artística dos gráficos, da interatividade, da música ou até mesmo as relações humanas e emocionais que envolvem o jogo em tela.

Jogos como Abzu, Ori, Child of Light, Trine ou Okami são exemplos disso. São jogos belíssimos, com grande apelo artístico. Esses jogos conseguem mergulhar no interior do jogador e fazê-lo se emocionar. São vivências e experiências espetaculares que ativam a criatividade e estimulam o lado sentimental do jogador.

A primeira vez que joguei o jogo Child of Light chorei muito. A segunda vez, também. O jogo é tão lindo que inspira. Tudo nele se encaixa muito bem, além de sensibilizar o jogador. O roteiro, a música, as personagens, a jogabilidade, as cores, texturas e até a luz do jogo empolgam aquele que joga.

Tudo pensado pelos criadores do game para “tocar” o emocional do jogador. Não tem quem não se sinta tocado com a beleza estética e com a sensibilidade do jogo “Child of Light”. Você já jogou? O que achou do jogo?

Child of Light

Shadow of the Colossus é outro exemplo de jogo que consegue atingir o espectador/jogador no quesito arte. O game é esplêndido, imponente e com ar heroico. É uma experiência arrebatadora jogar o jogo e ocupar o lugar do protagonista da história. Vivenciar e interpretar o papel do herói é algo mágico. Você luta, sorri e chora se for necessário. São batalhas épicas com visões cinematográficas.

A experiência é tão complexa que fica difícil explicar com palavras. Talvez eu pudesse desenhar ou pintar para contar ou descrever as sensações do jogo. Jogando “Shadow of the Colossus” a percepção de espaço, tamanho e localização são pontos importantes no jogo. Quem jogou essa obra de arte sabe disso. Cavalgar em campos verdes e lutar com enormes “Colossus” é emoção pura! Concorda?

Shadow of the Colossus

Jogos inspiram, são capazes de fornecer elementos que fazem o jogador se sensibilizar, tocando seus sentidos mais íntimos. Logicamente, a forma como os jogos podem alcançar o íntimo de cada pessoa é única. Podendo ser experiências diferentes quando jogados mais de uma vez pela mesma pessoa.

Por fim, finalizo o texto afirmando que jogos de videogame não são apenas para entreter ou vender. São muito mais do que isso. São capazes de nos divertir e de trazer a tona o emocional do jogador. Jogos indies são uma boa pegada para quem quer conhecer e jogar variados games. Os indies costumam ser mais ousados e conseguem levar o jogador a ter diversas experiências com o jogo. Sensoriais ou não, são vivências que serão vividas durante a jogatina.

Se você não considera videogame como arte, não tem problema. Cada um tem a liberdade de pensamento. Faça uma reflexão sobre o tema, discuta com os amigos e vamos conversar mais sobre essa temática tão difícil e vasta.

Obrigada! Fiquem com Deus e até o próximo texto nessa coluna tão querida. Que as “Fadas e Dragões” sempre estejam ao nosso lado (pelo menos estão no nosso imaginário fértil).

Abraços da Vivi e da Princesa Baby Yuna.