Quando Final Fantasy VII foi lançado, em 1997, essa pessoa que vos escreve tinha somente 3 aninhos. Nem PlayStation 1 eu tinha, assim fui jogar o famoso game da Squaresoft,  pela primeira vez, com 12 anos, com um inglês fraco e bastante tempo disponível.

Confesso que o sétimo game foi meu primeiro da franquia Final Fantasy. Curti tanto que após finalizar o game, eu mergulhei em Final Fantasy VI (um dos meus preferidos até hoje).

Final Fantasy VII é um jogo exclusivo de PlayStation 1. Isso gerou uma treta daquelas. Isso porque o jogo teve seu desenvolvimento na época do Super Nintendo e o Nintendo 64 seria, ao menos, o console a receber Final Fantasy VII.

O começo de tudo…

A Square encontrou dificuldades em questões técnicas, como hardware  do Nintendo 64 utilizando ainda cartuchos. A empresa então, optou por lançar o jogo para o então primeiro console da Sony, o PlayStation, que já utilizava a mídia CD-ROM. O jogo também foi o primeiro a utilizar gráficos tridimensionais.

Final Fantasy VII também foi o primeiro jogo com uma ambientação contendo diversos elementos de ficção científica e gráficos cinematográficos realistas. É também um dos títulos com orçamento mais caro, cerca de 80 milhões de dólares. Além de ser reconhecido por se tornar o JRPG mais popular no ocidente.

Com relação ao desenvolvimento da história, originalmente Hironobu Sakaguchi, criador da franquia Final Fantasy, tinha uma história um pouco diferente do que conhecemos no jogo, ele queria algo como uma história de detetives.

A clássica tela quando uma batalha acontece

Com a chegada do desenhista de personagens, Tetsuya Nomura, e os roteiristas Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima a história mudou completamente e se concretizou na história que conhecemos em Final Fantasy VII. A música, composta por Nobuo Uematsu, também é uma característica marcante no jogo.

A jogabilidade de Final Fantasy VII foi algo grandioso na época. O jogo tem um mapa grande onde o jogador pode ir para qualquer lugar. O combate é por turno e as batalhas podem vim aleatoriamente. Final Fantasy VII também conta com sistema de habilidades construído por matérias encontradas ou compradas durante o jogo e o sistema de Limit Breaks, uma versão aprimorada do Desperation Attacks de Final Fantasy VI.

Artes de Cloud Strife desenhadas por Nomura 

A história de Final Fantasy VII foi algo que conseguiu me emocionar, mas foi jogando novamente que eu consegui me dar conta de como foi algo original e épico. Ter um protagonista mercenário que se junta a um grupo de rebeldes, a AVALANCHE, para combater as pessoas que estão causando a destruição dos recursos do planeta.

Esse resumo é somente a ponta do iceberg, que se desdobra durante o enredo. Uma outra coisa boa em Final Fantasy VII é a construção dos personagens. É muito fácil você simpatizar e se apegar a eles.

A Square Enix, em 2015, na conferência da Sony divulgou um trailer dizendo que, finalmente, Final Fantasy VII iria ganhar um remake! Todos foram a loucura, mas ninguém imaginaria, na época, que o desenvolvimento do jogo iria ser conturbado com mudança de diretor e entre outras coisas. Ficamos sem saber do jogo de 2015 até 2019!

Final Fantasy VII Remake

Quando um novo trailer foi anunciado no State of Play (transmissão da Sony que divulga lançamentos) e novas informações na E3 de 2019, ficamos aliviados e mais ansiosos.
Final Fantasy VII Remake será finalmente lançado dia 3 de março de 2020.

Final Fantasy VII, sem dúvida, foi o jogo que me fez mergulhar de vez no mundo dos JRPGs. Devo muito a ele por despertar uma grande curiosidade por jogos japoneses e também RPGs em geral. Um título obrigatório na época do PlayStation e para quem ama RPG.

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